Três técnicos de enfermagem foram presos em janeiro de 2026, no Distrito Federal, sob a suspeita de envolvimento na morte de ao menos três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Embora inicialmente investigados por auxiliar na dinâmica dos crimes, a Polícia Civil indicou que eles podem responder por homicídio qualificado.
Entenda o caso:
A investigação aponta que os pacientes recebiam injeções letais de medicamentos não prescritos (como cloreto de potássio ou sedativos de alto risco) ou substâncias como desinfetante. Foram identificados Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (24 anos), Marcela Camilly Alves da Silva (22 anos) e Amanda Rodrigues de Sousa (28 anos).
Enquanto Marcos Vinícius é apontado como o executor principal, as duas técnicas são investigadas por dar suporte logístico, facilitar o acesso aos pacientes e encobrir os crimes. Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para confrontar os suspeitos, que chegaram a confessar parte das ações.
Até o momento, as mortes confirmadas são de uma professora aposentada de 75 anos e dois servidores públicos, de 63 e 33 anos. A polícia investiga se há outras vítimas, já que um dos suspeitos continuou trabalhando em uma UTI pediátrica após ser demitido do primeiro hospital.
O hospital afirmou ter sido o responsável por identificar o padrão suspeito e realizar a denúncia às autoridades. A defesa dos envolvidos e os processos judiciais seguem em andamento para determinar o grau exato de participação de cada um nos homicídios.
Da Redação
Foto: Amanda Rodrigues de Sousa, Marcos Vinícius Silva e Marcela Camilly Alves são os três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes na UTI do Hospital Anchieta. — Foto: TV Globo/Divulgação