O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antecipou seu retorno das férias a Brasília nesta semana de janeiro de 2026 para gerenciar o desgaste institucional causado pela condução do caso Banco Master pelo ministro Dias Toffoli.
Fachin iniciou uma série de reuniões e ligações telefônicas com outros integrantes da Corte para discutir os impasses gerados pelas decisões de Toffoli, que criaram atritos com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O retorno antecipado visa conter danos à imagem do STF, especialmente após Toffoli reduzir prazos para depoimentos da PF e enfrentar questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse devido a relações com advogados ligados ao caso.
Fachin pretende acelerar a aprovação de um código de conduta para os ministros, com o objetivo de disciplinar a atuação dos magistrados em tribunais superiores e evitar novas polêmicas éticas.
Apesar da pressão e de pedidos de suspeição encaminhados à PGR, aliados de Dias Toffoli afirmam que o ministro não cogita se declarar impedido ou abandonar a relatoria do processo. Recentemente, Toffoli atendeu a um pedido da PF e prorrogou as investigações do caso Master por mais 60 dias.
Da Redação
Foto: Nelson Jr./ STF