O caso do desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly de 6 anos e Allan Michael de 4 anos, em Bacabal, interior do Maranhão, completou um mês nesta quarta-feira(4), sem uma resposta definitiva a família e a população.
A Polícia Civil do Maranhão formou uma comissão especial com três delegados para conduzir o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas. As buscas físicas continuam concentradas no povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, estendendo-se para o leito do Rio Mearim com apoio da Marinha.
O primo, Anderson Kauã de 8 anos, foi encontrado vivo após 3 dias. Ele relatou ter se separado dos primos na mata, em um local denominado pela polícia, como "Casa Caída", mas apresenta "apagões de memória".
Denúncias de que as crianças foram vistas em Teresina (PI) ou em um hotel em São Paulo (SP) estão sendo apuradas, mas ainda não foram confirmadas oficialmente. As autoridades investigam se as crianças foram levadas por embarcação ou se houve envolvimento direto de familiares em uma possível venda.
Cronologia do Caso
04/01/2026: As três crianças desaparecem após saírem para brincar no quilombo, e resolveram ir na casa de uma outra pessoa da família. Elas podem ter se perdido dentro da mata, entre esses locais.
07/01/2026: Anderson Kauã é encontrado com vida por um carroceiro passar próximo a "Casa Caída", e o viu encostado em uma árvore. Kauâ estava nu e desnutrido.
Janeiro/2026: Buscas intensas com cães farejadores, helicópteros e mergulhadores no Rio Mearim.
04/02/2026: O caso completa 30 dias sob forte angústia da família e pressão popular por respostas.
A polícia solicita que qualquer informação relevante seja reportada imediatamente às autoridades locais.
Da Redação
Foto: Divulgação da Internet