O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar a possível conexão do Brasil com a rede de exploração sexual do bilionário norte-americano Jeffrey Epstein. A abertura do procedimento, confirmada em 12 de fevereiro de 2026, fundamenta-se em documentos recém-desclassificados pela Justiça dos Estados Unidos que mencionam o país como um mercado estratégico para o aliciamento de jovens.
Documentos indicam tentativas de recrutamento em cidades como Natal, João Pessoa, Recife e Fortaleza entre 2010 e 2011. Um caso específico envolve uma jovem de Natal que quase foi levada para os EUA, mas a viagem foi cancelada após a desistência da família.
Epstein teria demonstrado interesse em adquirir agências de modelos brasileiras (incluindo a Ford Models Brasil) e patrocinar concursos de beleza para facilitar o acesso a adolescentes vulneráveis.
Os arquivos revelam que Epstein possuía um CPF ativo no Brasil desde 2003 e mantinha contatos frequentes com agenciadores ("bookers") em São Paulo para enviar brasileiras aos Estados Unidos.
E-mails trocados com o agente de modelos francês Jean Luc Brunel (ex-dono da agência MC2 e cúmplice de Epstein) citam visitas a praias no Ceará, como Morro Branco e Canoa Quebrada.
O MPF busca agora identificar intermediários e brasileiros que possam ter colaborado com a rede, reforçando que a participação de possíveis vítimas é fundamental para o avanço do inquérito.
Da Redação
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