Reciclagem de bituca: Como um dos resíduos mais poluentes do mundo, vira um negócio milionário

O segredo desse negócio milionário reside na tecnologia de processamento de massa celulósica desenvolvida no Brasil. O que antes era lixo tóxico agora é transformado em papel artesanal e celulose industrial por meio de um sistema de logística reversa lucrativo. 

Empresas como a Poiato Recicla (pioneira no setor) não dependem apenas da venda do papel final. O faturamento vem principalmente de contratos de serviço com prefeituras e empresas privadas que pagam para que o resíduo seja coletado e processado corretamente, evitando multas e danos ambientais.

Com faturamento que já atinge a marca de R$ 3 milhões, o modelo utiliza mais de 9 mil pontos de coleta em vários estados, processando até duas toneladas de bitucas por mês. 

Bitucas são recolhidas em coletores específicos para evitar contaminação por outros lixos. Na usina, as bitucas passam por uma solução química e cozimento que removem mais de 7 mil substâncias tóxicas e o odor em apenas 2 a 5 horas.

O acetato de celulose (plástico do filtro) é convertido em massa celulósica. Essa massa é transformada em papel para artesanato, blocos de notas ou materiais educativos, gerando renda também para instituições sociais parceiras. 

Essa inovação foi patenteada pela Universidade de Brasília (UnB) e tornou o Brasil o único país do mundo a reciclar bitucas em escala industrial com essa tecnologia. 

Da Redação

Foto: Divulgação da Internet

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