O preço do diesel no Brasil subiu até 20,4% desde o início da guerra no Irã, atingindo uma média de R$ 7,26 por litro em meados de março de 2026, o que elevou drasticamente os custos de frete. O diesel representa cerca de 35% a 45% do custo operacional do transporte rodoviário, gerando um efeito cascata que pressiona os preços de alimentos e produtos industriais.
A alta do petróleo, que saltou de US$ 60 para mais de US$ 112 por barril, repasou imediatamente o custo para as distribuidoras e postos de combustível.
O setor de logística alerta que o preço dos fretes já está sendo reajustado, com projeções de que a inflação no país possa crescer em 0,11 ponto percentual.
O agronegócio enfrenta um cenário crítico, pois combustíveis e fertilizantes (como a ureia) aumentaram simultaneamente, comprometendo até 50% do custo de produção.
A interrupção parcial do fluxo no Estreito de Ormuz e a dependência de 25% das importações de diesel exacerbam a volatilidade dos preços internos.
A ameaça de paralisações por caminhoneiros e a tabela de pisos mínimos de frete forçam negociações urgentes para evitar o colapso da cadeia de abastecimento.
Da Redação